A Rede Irerê de Proteção à Ciência foi criada em 2020, impulsionada por um contexto crescente de ataques à liberdade científica no Brasil. Nasceu da necessidade urgente de proteger cientistas que vêm sendo perseguidos por seu compromisso com a saúde pública, o meio ambiente, os direitos humanos e o conhecimento baseado em evidências.
A inspiração vem da resistência histórica de pesquisadoras e pesquisadores brasileiros, como os que enfrentaram o Massacre de Manguinhos, quando, em 1970, dez cientistas foram brutalmente expulsos do Instituto Oswaldo Cruz pela ditadura militar. Essa memória nos orienta e fortalece.
Assim como o irerê — ave que voa em grupo e alerta seus pares diante do perigo — somos uma rede que se protege, que se movimenta em solidariedade, e que se recusa ao silêncio.
Defender a ciência como direito humano, promovendo a liberdade de pesquisa e protegendo cientistas e instituições ameaçadas por censura, perseguição ou violência.
Construir um Brasil em que o conhecimento científico seja valorizado, acessível e protegido — livre de coerções e reconhecido como bem público fundamental.
Solidariedade, justiça social, memória histórica, liberdade acadêmica, escuta ativa, pluralidade, defesa da vida, do meio ambiente e da democracia.